Nem sempre é fácil tomar decisões

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Nem sempre é fácil tomar decisões porque isso implica assumir a responsabilidade por suas consequências, algo que não somos acostumados ou ensinados a fazer ao longo da vida.

Esperamos que o outro decida por nós porque, caso algo dê errado ou não saia conforme gostaríamos, a “culpa” não será totalmente nossa. É uma proteção, mas ao mesmo tempo uma prisão. E esse “outro” pode receber diversos nomes: familiares, cônjuge, chefe, sociedade, destino, sorte, etc.

Na verdade, mesmo quando deixamos nossas vidas a cargo dos outros, também estamos fazendo uma escolha; não escolher também é uma escolha. A diferença é quão consciente você está em relação a isso.

Ao abrirmos mão dessa responsabilidade, também abrimos mão da nossa autonomia e realização como indivíduos. Se permito que decidam por mim, sou refém daquilo que vier e aí só me resta reclamar, lamentar ou esbravejar contra o mundo. Se por outro lado assumo a responsabilidade por minhas escolhas e assumo o risco do que está por vir como parte da vida, sem o peso do medo ou da culpa, aí sim posso desfrutar de uma vida mais plena.

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Nadini Brandão de Sousa

Psicóloga (CRP 06/117017) e Mestre em Psicologia pela PUC Campinas. Atua como docente nas Faculdades Integradas Einstein de Limeira e na Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Além disso, atua como psicoterapeuta na Abordagem Centrada na Pessoa.